Li em redes sociais diversas indagações de que país seria esse que gritava Hexa, vibrava, torcia, chorava, "dava o sangue" pela Seleção e, em poucos minutos, virou-se contra a mesma tomando o lado do adversário.
Gosto (e muito!) de futebol.
E como alguém que gosta muito de futebol, adora acompanhar campeonatos, é natural que adore também ver times que jogam de verdade e, francamente, a derrota para mim já era esperada.
Por mais que a mídia tentasse iludir, quem entende mesmo que um pouco do assunto percebeu que evidententemente, com ou sem Neymar, essa equipe não tinha estrutura física e nem psicológica para enfrentar uma equipe forte como a Alemanha e nem iria para a final.
Claro que o resultado de 7 gols em cima surpreendeu até o mais cético, mas a derrota por si não.
Mesmo sendo fã de futebol, não estive no grupo dos brasileiros que torciam pelo Brasil e muito menos favorável que o país sediasse a Copa tendo causas muito mais urgentes para se investir.
É típico do brasileiro fazer "coisa pra gringo ver", ter memória curta, fazer vista grossa para o que é mais importante e principalmente, desabar diante de qualquer perda.
Há quem se chateie quando digo que é coisa de brasileiro, mas basta ver como outras seleções eliminadas foram recebidas e viver nesse país para tirar alguma conclusão.
Brasileiro não sabe perder. Pior do que isso, não sabe perder com honra. Muito menos erguer a cabeça diante da adversidade para encará-la.
E antes esse comportamento, essa mentalidade se restringisse aos estádios. Mas infelizmente, a grande maioria age assim na vida.
Eu vi, diante dos meus olhos, atos de covardia muito piores do que "mudar de time" na última hora.
Vi pessoas adultas, velhas mesmo, caindo fora de uniões de anos, aparentemente estáveis, porque a pessoa que decidiu "compartilhar a vida" foi diagnosticada com câncer ou ficou numa cadeira de rodas. Isso por quê? Porque todos os "bons conselhos" que ouvimos é que se deve tocar a vida adiante e fodam-se os "perdedores".
Quem quer ficar ao lado do que se considera perdedor?
Todos fomos condicionados a fingir que tudo está bem como um bando de alienados, a enfrentar qual é a realidade e ser forte o suficiente para resolver o que está errado.
Melhor abandonar o barco do que lutar e impedir que afunde.
Muito mais cômodo, muito mais fácil.
É preferível estar ao lado dos "vencedores" mesmo que seja um atentado a própria dignidade do que enfrentar obstáculos e derrotas.
É impressionante como tem gente que acha que é muito mais fácil viver uma vida de fuga, covarde.
Lamentar profundamente a lesão de um cara que tem os melhores hospitais, os melhores especialistas ao seu alcance, grana até para comprar uma vértebra nova se for possível e ficar indiferente a uma cidadã esmagada dentro de um ônibus, devido a uma obra mal feita para "gringo ver" que despencou justamente na cidade onde os "heróis" foram "esmagados" pela força germânica. Que nem precisou fazer esforço.
Não faz parte do meu cotidiano lamentar.
Mas é para lamentar ninguém ter aprendido nada com isso ou mudado de atitude.
Perceber que é na união que surgem as vitórias e não na covardia, no choro histérico tentando arrancar comoção, na falta de humildade para assumir que perder faz parte do jogo que se chama vida.
É para lamentar fingir e não reconhecer que o preço dessa Copa custou e está custando a vida de muitas pessoas.
É para lamentar ouvir muito mais brasileiros envergonhados do futebol do que da situação que está o seu país.
E se a grande rival esfregar a taça dentro de seu próprio território para todos os gringos verem, perdoem minha "ausência de patriotismo" por isso sim, não achar que se deva lamentar.
Alex XXY
Alex por Alex - O que importa?
Não há nada sobre mim em textos prontos.
O que interessa é o que escrevo.
Quem eu sou, não importa.
Acabei de trocar meu nick no Facebook para Aly Writes, pelo simples fato de que detestava ser Alex Alex repetidamente e o Facebook não aceitava o XXY sequer na opção de "nome alternativo", o qual eu usava Undefined Alex, na tradução ao Português "Alex Indefinidx".
Uma falta de aceitação apenas do sistema chato do Facebook que não acontece no Google nem no Twitter. Sou Alex XXY aqui, no perfil do Google Plus e Twitter.
E o que isso importa?
Nada, talvez.
Apenas observo que há gente com o sistema do Facebook no cérebro.
Não aceita um nick exótico por "ausência de explicações" e te bombardeia com perguntas da tua vida pessoal, fazendo acreditar que não leram o teu "Sobre mim".
Quando um bebê nasce ou quando se faz a primeira ultrassonografia a pergunta é clássica:
É menino ou menina?
E a resposta parece tão simples.
Para quem não lida com uma criança intersexo.
E a pergunta constante que tenho recebido inbox ou por DM: Menino ou menina? Por que o XXY? Intersexual (ou no pior dos casos, hermafrodita, que se usa para designar BICHO!) porque "googlou" e esqueceu as aulas de Biologia que tiveram, SE é que tiveram.
Pessoas transgêneras, agêneras, gêneros fluídos e até assexuais passam por essa "vistoria" o tempo todo. Como se devessem o tempo todo uma explicação do que possuem no meio das pernas ou o que fazem ou deixam de fazer sexualmente para pessoas "convencionais" e... desconhecidas!
E nem se fossem conhecidas... Aprendam que ninguém tem esse direito.
O nome do blog é Elemento Neutro, o nick é XXY. Isso não te diz nada? Isso te diz tudo? O que importa além da pessoa que está escrevendo e fica evidente que escreve honestamente sobre o que pensa e como vê o mundo?
Minha proposta autoral não é pessoal.
Meu perfil onde quer que seja não é para mostrar as fotos da última balada que estive ou da última viagem que fiz.
Não, eu não quero ter amizades virtuais íntimas, não quero intimidade ou invasão à minha pessoa.
Respeito quem queira se abrir comigo, porém, deixo sempre claro que não sou a pessoa ideal para se fazer amizade no universo virtual.
Sou uma pessoa boa ouvinte, talvez até com alguns conselhos legais, mas não passo disso.
E me intriga, me irrita, essa atitude doentia que as pessoas, por mais antenadas que sejam têm, de esmiuçar a genitália alheia. Ou a orientação sexual alheia.
Fica combinado: quando a pessoa quer, ela fala, certo?
Aprendamos a não repetir erros de pessoas sem informação de diversidades biológicas ou sociais e vamos adotar uma postura mais respeitosa e menos invasiva. Pode começar por algo simples como: se alguém não tem sua foto real no avatar talvez (talvez!) seja porque ela não esteja afim de mostrar sua cara a todos, por que mostraria a você? Se ela não deixa claro se está ou não em um relacionamento sério, se não expõe sua orientação sexual é um direito dela, é tão difícil assim de entender ou pior: é preciso pressioná-la para contar? Isso é falta de respeito.
Eu quase excluí o Elemento Neutro e os perfis, mas, recuei.
Recuei, porque já recuei demais!
Eu já passei até por cyberbullying em perfis anteriores por ser quem eu sou e por esmiuçação desnecessária, quando na verdade, tudo o que queria era apenas que me lessem.
Aly porque é neutro.
Writes, que na tradução é escreve, porque isso é o que acredito que faço de melhor.
E não me peçam mais explicações sobre genitálias, orientação sexual, assexualidade ou o que quer que seja que não altere em minha literatura. Eu vou escrever sobre os assuntos quando e se estiver afim.
Se eu escrever textos de merda, mal escritos, podem invadir e criticar à vontade. Abertura a críticas sobre literatura há aqui.
Deixem-me no neutro. Em paz.
Não devo satisfações a ninguém (li um texto que depois repassarei aqui e acredito que ajudará a muitos, inclusive a mim ajudou muito).
Menino, menina, intersexo, o alterego de uma pessoa louca, o que importa?
Quem escreve aqui é apenas uma pessoa. Isso não é o suficiente?
Se não for, vaza.
Acho que já deixei claro que não estou aqui para suprir as expectativas de ninguém.
Se quisesse bombardeio de perguntas, criaria uma conta no Ask.
Escrevi isso não como uma satisfação, mas um aviso e por que não um desabafo de alguém que está de saco cheio de tanta invasão e quase desiste outra vez.
Errado.
Não vou desistir.
Sem culpas ou desculpas,
Alex XXY
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